sábado, 14 de setembro de 2013

Ainda sobre a Rua da Bahia


...E foi nos perigosos cantos escuros da Rua da Bahia, cintilados pelas sombras da noite e povoados por almas perdidas, que em noite escura tive uma iluminação: 

A vida e a morte dançam juntas, e a primeira dança ainda mais belamente quando na presença da segunda;

A percepção disso certamente mexeu e retorceu os meus sistemas nervoso, sanguíneo, filosófico, poético e outros tantos sistemas para os quais ainda não há nome. 
Certas coisas não têm mesmo de ter nome.

Fui para casa meio a dançar, no gozo dessa perfeição anônima.

Eu sou um meio-meta-pseudo-qualquer-coisa-de-poesia.
E se não tenho uma definição para mim mesmo, como posso significar o que é indefinível?

Há sensações que a palavra não alcança e se alcançar, mataria a sensação pela frieza de uma palavra que se pretende calorosa.

Afinal, ha mais do que poeira e cansaço correndo pelas minhas veias.
É outra percepção que me deixa atordoado.

Há, nos hiatos abismais da minha memória, o que a poesia não é forte o bastante e nem profunda o suficiente para dar forma.
...
É só e apenas que certas coisas são perfeitas... 
E têm uma perfeição que lhe é própria, fugindo a qualquer nomenclatura.
Eu sinto...

E o resto é poeira...
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