sexta-feira, 22 de julho de 2011

Emily Bronte - AO CAVALO “ÁGUIA NEGRA” QUE EU MONTAVA NA BATALHA DE ZAMORNA




Negro palafrem da noite,
Tu não me transportarás mais
Sobre a planície avermelhada que pisava a guerra:
A raivosa batalha acabou por morrer
E plana como a alma acima dos cadáveres.

Não se ouve mais o choque das brilhantes armaduras.
Tu não me carregarás mais; outrora me transportavas
Ao combate rude, onde a morte
Triunfava
E fendias com teus flancos
As ondas de nobres sangues

Os olhares gelados no céu das meias-noites
Não mais te inundarão com tua luz gelada,
No instante em que a fadiga acabou por deitar
O exercito do conquistador no campo da vitória.

Podes enfim dormir no leito da tua gloria,
Não te verão mais nos horríveis descampados.
Mas em troca teu senhor e mestre te darão
A alta recompensa da lealdade no amor.

Podes dormir nas ervas de brancas flores,
Ou repousar teus passos junto às vagas tranqüilas,
Até o dia em que a morte, em grandes gritos
 Soando seu ultimo clarim,
Vibrar de repente o sinal da tumba.


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