segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Tem alguém aí?

Dei uma revirada em uns posts meio apagados em blogs cujos autores alhures me encheram de saudades de gente que nunca conheci.

Senti a mesma sensação de perda sentida em paginas amarelas de livros antigos cujos autores nos deixaram com sua morte um tanto órfãos de humanidade.

Mas essas pessoas estão ai, vivas da Silva como eu, ou Pereiras, ou Bittenncourtts ou sobre outros sobrenomes sobre o mundo.

Onde estão vocês que me deixam tão órfão da sensação de humanidade?

As salas vazias desses corredores aparentemente vazios me fizeram mandar ao diabo a minha preguiça de ser qualquer coisa que não um observador e poupar a quem por ventura ou desventura me lê, a sensação de que também evaporei no mundo e no nada e vir até aqui manifestar a minha contínua existência.

Eu ainda teimo em ser.

Espero que eles também, porque nós já perdemos demais.

2 comentários:

  1. Caro Luiz,

    Que reconfortante saber que ainda teima em ser.
    Como é difícil continuar sendo, com os corredores vazios, os sorrisos vazios, mesas cheias de papéis, recados no telefone e felicidade programada com data e hora.
    Como é difícil reencontrar aquilo de mais voraz que nos faz sentir qualquer coisa de infinito, não é mesmo?
    Me inspirei com suas palavras. Obrigada por continuar sendo. Talvez só por hoje eu consiga voltar a ser um pouco também.

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    Respostas
    1. Kristal,
      Reproduzo aqui, parcialmente, o que comentei em outro Blog seu: O Olho de Gato é como um livro antigo e amigo que volto sempre a reler. Ele funciona (e não só pra mim) como um vento que vem varrer o bolor acumulado das minhas ideias, quando fico tempo demais em uma só posição psicológica. Me lembro de ter escrito algo assim uma vez, mas não me lembro quando e nem onde e nem se na ocasião eu citei que falava do seu belo livro online.
      É seu, mas como leitor e beduíno que ocasionalmente bebe daquela fonte de infinito neste vasto deserto de coisas supérfluas, espero que o gato pisque, mas que mantenha os olhos abertos.
      Ser, é um exercício de existência para grandes almas e não tenho receios de que um dia deixemos de ser. Nem eu, nem você e nem os outros que como nós desenham com letras a grande inquietação de existir.

      Até...

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