sábado, 26 de fevereiro de 2011

Caro Anônimo (a) - By Sahge



Caro (a) Anônimo (a)
Lastimo que você não tenha deixado um endereço de email qualquer no qual eu pudesse te responder. Encontro-me numa situação embaraçosa  - parabéns por isso, senhor (a) -, porque gostei muito do seu comentário ao meu texto. Muito. Mesmo! A forma, o conteúdo e o inusitado das suas palavras me deram muito que pensar. Tivesse colocado um Nick qualquer  (claro que eu não esperava que você colocasse nome e nº de CPF com endereço), eu estaria ostentando com orgulho logo abaixo do meu texto o seu comentário, mas como você preferiu essa alcunha nula que em nada o distingue dos outros  milhões de Anônimos (uma tribo que talvez seja a mais numerosa da net), não posso postar o seu comentário. Haveria qualquer coisa de ilegítimo nisso, porque seria injusto para com seus muitos outros irmãos da nobre confraria dos anônimos, atribuir-lhes um comentário que veio de uma pessoa singular.


Gostei de você! Da sua crítica ácida, bem humorada, injusta/justa, ambígua... Esse é você e eu aprecio gente assim. Humana até a raiz dos cabelos. Mas depois de ser enxovalhado em outros espaços por Trolls, clones, fakes etc., geralmente covardes e mentirosos que pensam que o anonimato os esconde, quando na verdade o oposto ocorre, tornei-me antipático a esse tipo de Quasímodo (quase alguém) de modo que não posso dar espaço a quem usa sombras para se proteger e atacar. Mas sinto que esse não é o seu caso.

Que diabos!! Parece-me que estou teimosamente decidido a gostar de você!

Você pode ser um equivocado, mas não é um covarde e creio que sou suficientemente qualificado para avaliar um caráter nesse sentido. Então, por favor, da próxima vez que me enviar um comentário, ao menos use um Nick qualquer, mesmo que seja um número... Digamos... 1. É o meu numero favorito. Então, eu poderia chamá-lo de 'Senhor (a) 1' e teria um amigo/inimigo que eu poderia reconhecer entre as muitas sombras que se esgueiram a minha volta sem que possa diferenciar quem é o quê. Você seria real e isso me agradaria. Acho que você tem conteúdo, então não lhe faria mal algum ter também uma forma qualquer.


Por outro lado, se você se dá ao trabalho de me ”acompanhar por três blogs” que eu vivo “apagando e recriando sem o menor respeito pelos leitores" - e juro,sem falsa modéstia, que eu nunca imaginei que eu tivesse “leitores”. Até queria, mas supor que eu tivesse leitores no plural, nem em meus sonhos mais delirantes. Dizer isso é muita gentileza de sua parte, embora não seja verdade -  então, sinto que estou de algum modo, já que você me segue a tantos  blogs (não chegou a ver  os dois primeiros ou não gostou deles?) em débito para consigo.


 Daí esse post enorme, que vou considerar um adorável texto caótico”em sua homenagem, meu amigo/inimigo.

 Talvez não seja leal de minha parte chamar sua atenção para algumas incoerências  e injustiças  de sua parte em seu comentário, já que você permanece anônimo e meu blog não é espaço para debates. Não o fiz com esse ou qualquer outro propósito. Não o fiz por motivo algum que não fosse atender a um impulso. Tive e fiz...Talvez vaidade....Embora não espere, gosto de imaginar  que alguém vá ler e quebrar a cabeça imaginando que diabos afinal estou tentando dizer, quando falo muito e não digo absolutamente nada. Talvez eu queira apenas confundir e não me explicar...Talvez.


Sou um vaidoso, é claro, e suas criticas e elogios (especialmente as críticas)  só ajudam a agravar esse meu estado de vaidade patológica. O (a) senhor (a) está ciente de que me estimulando a vaidade está me ajudando a “carimbar meu passaporte para o inferno, como é destino de todo Ateu?” (só para constar, sou agnóstico)

 Sem que esteja aqui para se defender, argumentar, retirar ou reiterar suas criticas a mim, fica fácil demais justificar-me e usar toda a minha “verborragia insana” para te massacrar sem piedade (e você talvez  não faça idéia de como é fácil usar as palavras para massacrar alguém e como é difícil elevar  alguém usando o mesmo instrumento).


Eu até poderia auferir algum reforço a minha vaidade ao fazê-lo, mas isso equivaleria a pescar peixinhos num aquário, enquanto o que me apraz é arpoar Marlins em alto mar. Por isso, embora eu considere que você foi extremamente rude para comigo, duro em seu julgamento e contraditoriamente exagerado em seus elogios, quero agradecer-lhe o interesse pela minha pessoa.

Senhor (a) 1 (desculpe, mas já na posso chamá-lo de “anônimo”), agradeço de coração as suas censuras, porque sei-lhes a sinceridade, porque se afagos podem às vezes ser fingidos, pancadas não o podem.Pancadas sinceras são muito preferíveis a falsos carinhos, não?

Da próxima vez em que me enviar um comentário espirituoso e ácido, identifique-se de algum modo para que eu reconheça a pessoa com quem simpatizei, que eu após examinar se não será de algum modo ofensivo para com meus “leitores”, alegremente o postarei abaixo do texto que despertar a sua crítica. 

PS: Não publiquei seu comentário, porém não pude evitar colocar trechos dele nesse post. O (a) Senhor (a) os reconhecerá em vermelho e entre aspas.
PS2: Sobre o pano de fundo do meu blog ser o "mesmo do anterior e ser cansativo à vista", bem, que poso dizer...? Acostumei-me a ele e lilás é minha cor favorita. Além do mais, gosto do desenho porque ele traduz um estado constante de luta entre a Ordem e o Caos. Mas, claro, estou apenas me justificando novamente. Desculpe, mas vou manter o mesmo pano de findo até que eu me canse dele.

Um comentário:

♦ Harlequin Sovietico ♠ disse...

♠ Nossa.
♠ O que mais se pode comentar?
♠ Gostaria de ver o comment do Sr(a). 1, mas... Bem, que seja, não importa!